Hortas Urbanas

A agricultura urbana tem sido estimulada em grandes capitais do planeta já faz um tempo. Algumas das razões para o fenômeno são: aumento da população nos centros urbanos que a cada dia ficam maiores e mais compactos; as pessoas então ficando cada mais distantes dos produtores de alimentos. Preocupadas com estas tendências, algumas cidades estão destinando espaços desocupados para a criação de Hortas Urbanas. Amsterdã, Londres, Nova Iorque, Vancouver, Lisboa, São Paulo e Rio de Janeiro são alguns pontos onde esse tipo de projeto tem se proliferado e um conjunto de fatores, sobretudo no caso brasileiro, corrobora para essa nova situação. Produção de alimentos saudáveis, destinação para o lixo orgânico produzido, melhoria da poluição e até possibilidade de inserção sócio-ambiental, são alguns deles.

Hurbanas

Existem inúmeros grupos e ONGs dedicados à criação, manutenção e proliferação de projeto de hortas urbanas como, por exemplo, Cidades sem Fome, Hortelões Urbanos, AGDS – Associação Global de Desenvolvimento Sustentável, entre outros. A Cidades sem Fome, por exemplo, já implantou mais de 21 hortas comunitárias; através dessa iniciativa, 115 pessoas estão trabalhando e 650 tem sua subsistência garantida; além disso, 15 hortas escolares e 5 estufas também integram a lista de realizações.

Notícia divulgada hoje pelo site Ciclo Vivo, informa que São Bernardo do Campo já possui 9 hortas urbanas. Elas geram renda para algumas famílias, mas, fundamentalmente, beneficiam os moradores que podem comprar alimentos direto do produtor, sem conservantes químicos e por menores preços. As hortas são cultivadas em áreas utilizadas pelas linhas de transmissão da Eletropaulo, Sabesp ou em terrenos ociosos da cidade. A Prefeitura reutiliza restos de origem vegetal – podas de árvores de parques e jardins – para produzir composto orgânico; trimestralmente, entrega 18 caçambas de caminhão desse fertilizante para as hortas urbanas.

Em São Paulo, em plena Avenida Paulista, na Praça do Ciclista, há uma horta. Os Hortelões Urbanos começaram o projeto, mas hoje, pessoas de todos os cantos da cidade aparecem por lá, colaborando, trocando informações, ajudando a cuidar, trazendo novas sementes e mudas, enfim, produzindo um micro-ambiente agradável, produtivo, de convívio social saudável e também, claro, oferecendo para muitos a possibilidade de alguns alimentos nutritivos. Os Hortelões também são responsáveis pela criação da Horta das Corujas, na Vila Beatriz e por inúmeras outras: Centro Cultural São Paulo, Vila Pompeia, Vila Anglo, Faculdade de Medicina de São Paulo, para citar algumas.

Como se vê, apesar de não faltarem problemas nas grandes cidades, existem alguns pequenos oásis “do bem”; o que fica claro é que boa parte dessas iniciativas partem de cidadãos comuns; pessoas que, claro, também têm seus próprios problemas e afazeres, mas encontram uma forma de atuarem pelo coletivo.

 

 

Amsterdam, Londres, Nova Iorque, Vancouver e Lisboa. Estas hortas devem ser encaradas como uma ferramenta que contribui para o desenvolvimento urbano sustentável, pois ajuda na reciclagem de resíduos orgânicos, conservação do meio-ambiente, serve como espaço de terapia e lazer para a população, estimula a educação, a provisão de alimentos, o desenvolvimento comunitário, e etc. (MOUGEOT, 2006). – See more at: http://www.inbs.com.br/hortas-urbanas/#sthash.Ipw9elIF.dpuf
Amsterdam, Londres, Nova Iorque, Vancouver e Lisboa – See more at: http://www.inbs.com.br/hortas-urbanas/#sthash.Ipw9elIF.dpuf
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